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terça-feira, 30 de junho de 2015

Você escorregou no arco-íris?




Dirijo este texto a você que colocou as cores da causa gayzista em sua página de Facebook.
Você sabe exatamente por que fez isso? Você sabe o que há por trás disso?
Honestamente, cá entre nós, acho que você sabe que não sabe bem por que fez isso.

Desde a sexta-feira 26 de junho de 2015, uma onda colorida invadiu as redes sociais mundo afora. Colocar as cores do arco-íris na foto do perfil no Facebook e no Twitter é uma forma de demonstrar apoio à causa do casamento gay, a partir de sua aprovação pela Suprema Corte Americana. Mas há muito mais por trás disso.
Da minha parte, no que concerne especificamente ao mérito da questão, não vejo problema algum com a união de pessoas do mesmo sexo. A priori, a união civil – CIVIL – em si também não é problema; ressalvo apenas que, no país das malandragens previdenciárias, pensionárias e assistenciais, há de se levar em consideração as brechas que esse tipo de arranjo deixaria; sem contar contar a margem que mesmo a união simples deixa à pedofilia e outras taras (próximo ponto da agenda gayzista). Mas deixo essas objeções para outra hora. Pois, à união, ao relacionamento de pessoas do mesmo sexo em si, não há por que opor-se. E não me oponho em respeito a uma máxima, um princípio milenar sapientíssimo, de origem incerta, que diz: 
SEJA FELIZ E NÃO ENCHA O SACO.
Mas é justamente aí que está o problema. Boa parte dos gays quer tão-somente ser feliz; contudo, todo GAYSISTA quer encher o saco.
Duvida?
Acostumamo-nos a homossexuais como o escritor Oscar Wilde, o cientista Alan Turing, o músico Freddy Mercury, o grande poeta brasileiro Bruno Tolentino e muitos outros menos ou nada conhecidos. Queriam, simplesmente, ser feliz, ou que ninguém os enchesse o saco. Muitos deles sofreram preconceito, foram perseguidos, mas, a imensa maioria não deixou de tocar suas vidas. E no caso dos notáveis, não deixaram de protagonizar grandes realizações. Por quê? Por que o ser gay não era o centro de suas vidas. (E não deve ser mesmo – assim como ser heterossexual não deve ser o centro da vida de quem é heterossexual.)
Já os gays de hoje habitam um mundo muito mais tolerante. Em geral, além de piadinhas de mau gosto, das quais, aliás, praticamente nenhum tipo de pessoa está isento, os gays de hoje sofrem tanto quanto qualquer outra pessoa.
Apesar disso, grupos gays, ou melhor, gayzistas, exigem atenção especial das autoridades porque, dizem, morre um gay por dia no Brasil. Ora, a guerra civil assimétrica, na qual todos nós, desarmados e acuados, somos vítimas de uma bandidagem fortemente armada e amparada por leis e magistrados frouxos, essa guerra desproporcional da violência objetiva do cotidiano mata 164 pessoas por dia no Brasil. São 60 mil assassinatos por ano!
Friso violência objetiva porque outra grita dos grupos gays se dá contra a violência “simbólica” de que dizem serem vítimas. Besteira! Literalmente: FRESCURA! Se há alguma violência simbólica neste país, ela se dá contra todos nós, que trabalhamos quase metade do ano apenas para pagar impostos ao Governo e sustentar uma imensa máquina inoperante e que brinca de distribuir vantagens para quem gritar mais alto.
O Estado deve, sim, concentrar esforços em garantir saúde e segurança de qualidade ao povo. De resto, que cada um cuide da sua vida e conquiste aquilo que merece em função de seu esforço. Falo isso porque, Brasil afora, grupos gays pleiteiam até cotas em concursos públicos para homossexuais!
Pois é justamente esse o problema do gayzismo, do gay militante.
Diferentemente do gay que simplesmente quer ser feliz sem que ninguém lhe encha o saco, o gayzista quer que o mundo o aplauda e o cubra de benesses por sua opção sexual, pois ele coloca sua “identidade gay” acima de tudo. Acima até de si mesmo! É uma situação deplorável, pois o sujeito anula sua própria personalidade em função de uma bandeira. Tudo que ele já viveu, tudo que ele é, tudo que ele pensa, tudo é anulado em função de sua homossexualidade.
É pueril, é bobo, é patético e beira o patológico isso de definir a si mesmo conforme sua sexualidade! Seja ela qual for! São igualmente patéticos o gay que acha que é um deus inquestionável só porque é gay E o baladeiro bombado que só pensa em se aproveitar das mulheres e que detesta os gays e não entende como os gays não gostam de mulheres.
Reflita por um segundo: é justo requerer vantagens, tratamento especial, em função da sexualidade? Em função de algo que se realiza de fato por alguns minutos por dia, por semana, por mês, e que, com o avanço da idade do sujeito, logo sequer será realizado?
É claro que não é justo! E aqui voltamos aos arco-íris das redes sociais.
O discurso gayzista é contundente, literalmente arrogante, pois arroga para si algo que não lhe é objetivamente devido. Mas acaba por enganar pessoas boas, gays ou não. Os arco-íris nos perfis no Facebook são prova disso. Desde sexta-feira, temos visto intolerância de lado a lado. Há, sim, anti-gayzistas (digamos assim) desmesurados e indignados com o negócio, sem saber como lidar com isso. Mas os gayzistas, em vez de simplesmente sustentarem a bandeira que defendem, atacam quem não adere a ela. Dizem que quem não seguiu o rebanho e não colocou as cores do movimento gay em seu perfil de Facebook ou Twitter tem ódio no coração, é contrário ao amor, é raivoso.
Isso sim é odioso! É o mesmo que fazem os petistas e esquerdistas em geral, que chamam de fascista qualquer pessoa que discorda deles. Ora, fascismo é defender a concentração de poder político, econômico e militar nas mãos do Governo – e é justamente isso que defende boa parte da esquerda. A lógica aqui é a mesma: esquerdistas e gayzistas atribuem seus próprios erros àqueles que elegeram adversários. O gayzista diz que quem não lhe aplaude tem ódio; mas ódio é não respeitar quem não concorda com você.


Gayzistas e esquerdistas arrogam para si o título de defensores únicos da bondade, do amor, e colocam qualquer um que ouse questioná-los no mesmo saco de intolerância. Isso sim é intolerante! E malicioso. Equivale a, por exemplo, fundar o Partido do Amor e dizer que quem não lhe der seu voto não tem amor no coração. Isso é estratégia maquiavélica, de manipulação das massas, que acabam por cair no conto de que devem escolher entre os representantes do bem, os humanistas, e “aqueles que odeiam”.
Por isso, apelo aqui a você que aderiu ao arco-íris sem muito refletir, por achar que estaria tendo uma atitude “do bem”, de tolerância, que pense um pouco.
Sem saber, você está ajudando a uma estratégia política muito bem pensada e executada. Você está dando suporte à mentira e à hipocrisia. Estou exagerando?
Creio que haja entre os protagonistas do gayzismo quem de fato se compadeça com o que chamam de "causa gay", mas muitos são oportunistas descarados – ou, no mínimo, ignorantes e irresponsáveis, o que não é menos grave. Defendem, ao mesmo tempo, a “causa gay” e a “causa Palestina”, ou as ações do Estado Islâmico contra o Ocidente, simplesmente porque esses extremistas islâmicos também odeiam o cristianismo e o judaísmo. Sabe-se que boa parte do mundo islâmico, incluindo seus representantes aqui citados, perseguem e matam gays.

À esquerda, a vereadora Fernanda Melchionna, do PSOL de Porto Alegre, segurando a bandeira da Palestina e estampando no rosto toda a sobriedade, todo o equilíbrio presente no espírito socialista; no centro da imagem, o atual deputado estadual Pedro Ruas, também do PSOL, envolvido na bandeira Palestina e elevando o braço direito em saudação [Onde mesmo na história já vimos isso?].
Agora a vereadora do PSOL largou a bandeira palestina e desfraldou a da "causa gay". Mas o semblante pacífico e democrático de quem está sempre disposto ao diálogo sereno segue o mesmo.

Pois nossos hipócritas coloridos acham que é possível segurar a bandeira palestina em uma mão e a gay na outra, enquanto buscam o diálogo com os assassinos do Estado Islâmico. E você apóia essa hipocrisia.
Vladimir Ilitch Lenin, líder da revolução socialista na Rússia e responsável pela morte de dezenas de milhões de pessoas, chamava de idiotas úteis os intelectuais e artistas da Europa e dos EUA que, em pleno território próspero e livre do mundo cristão e capitalista, faziam o serviço sujo de defender uma ideologia que só trouxe miséria e morte. Por isso, apelo a quem adere a causas sem pensar, apenas porque são bonitinhas, apenas porque parecem expressar tolerância e liberdade, que reflitam, que considerem se não estão sendo idiotas úteis.
Será que a causa que você está ajudando a sustentar é válida?
Será que você não está ajudando a construir um ambiente dividido, intolerante?
Eu já fiz parte disso e afirmo: é muito mais genuíno e verdadeiro defender o direito à liberdade de cada pessoa. Contudo, não se pode tomar a liberdade de forma fetichista. É o que fazem alguns liberais que também aderiram ao arco-íris.
O que devemos fazer é não levar em consideração se o sujeito é gay ou não para julgá-lo. Isso é igualdade. Contudo, caminhamos para um estado de coisas em que não se pode criticar um mau político se ele é gay, em que não podemos criticar uma má pessoa se ela é gay, por mais que ressaltemos que seus defeitos nada têm a ver com sua sexualidade.
Por anos, os grupos gays pediram tratamento igualitário. E isso é justo. Mas, agora, querem tratamento diferenciado. É nesse sentido que já tramitam Brasil afora projetos de lei como o que prevê punição a empresários que se negarem a contratar homossexuais. Ora, não se deve recusar um emprego a alguém por causa de sua preferência sexual. Isso é óbvio. Da mesma forma, não se deve garantir o emprego a essa pessoa somente porque ela é gay. Deve-se julgar um profissional por suas qualidades profissionais. E ponto! Uma lei como essa contribui ao estabelecimento de um estado de constante desconfiança, uma tensão que nada tem a ver com o mérito que está em questão quando se contrata um profissional.
Isso sim é intolerância! Isso não tem nada a ver com igualdade.
Fora os poucos malucos que cometem os poucos crimes de intolerância REAL, quem se opõe ao direito de o indivíduo fazer o que quiser com sua sexualidade, em sua intimidade? Quem pensa que ser gay é um problema é tão obtuso quanto quem pensa que é especial porque é gay.
O problema a que me refiro aqui é tão-somente o ativismo oportunista, que caça vantagens a determinados grupos em função de preferências que deveriam limitar-se à vida íntima das pessoas. A verdade é que supostas reparações e correções artificiais de aparentes injustiças servem apenas para tensionar a população, para colocar-nos uns contra os outros. A atual sanha por privilégios, por tratamento diferenciado, só faz aumentar as tensões sociais, opondo-nos em raças, gêneros, classes etc. Mas geram dividendos eleitorais, enriquecem oportunistas e cobrem de poderes os pretensos benfeitores.
É a isso que você está servindo quando adere a causas como a do arco-íris sem refletir o que há por trás.
São essas situações claros indícios de por que o Brasil atravessa tamanha crise ética e moral. Quando cada um coloca os direitos de sua preferência à frente do bem comum, o resultado é a guerra de todos contra todos.

PS 1: não, o amor não venceu o ódio.
Mais de 60 mil brasileiros continuarão sendo assassinados por ano. Na África e na Ásia, dezenas de milhares de cristãos continuarão sendo vítimas da jihad e de guerras tribais. Na Coréia do Norte, em Cuba e na China a população ainda não poderá sequer dizer o que pensa sem temer ser presa ou morta. Em parte do mundo islâmico, mulheres e homossexuais continuarão sofrendo de verdade – não como feministas e gayzistas acham que sofrem aqui no Ocidente. E por aí vai.
Portanto, não, o amor não venceu o ódio só porque, os EUA, um país com tradição de preservação das liberdades individuais, passou por cima de seu federalismo e impôs uma lei federal para garantir aos indivíduos o direito de oficializar aquilo que já não eram impedidos de fazer na maioria dos estados.

PS 2: mundo afora, desde a cristianização da Europa, as pessoas são progressivamente mais livres para pensar, dizer e fazer o que quiserem. Mas nenhuma dessas pessoas mora nos paraísos socialistas de Cuba, Venezuela ou Coréia do Norte. Nesses lugares, aliás, os idiotas úteis já foram para a vala.

E fim de papo.