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domingo, 12 de outubro de 2014

Eleitores da Dilma, qual é o problema de vocês?




Ainda que tudo, absolutamente tudo que aparece na propaganda do PT não fosse tão-somente propaganda, seria preciso grande poder de abstração para votar em Dilma Rousseff.
Toda e qualquer argumentação em favor do voto em Dilma esbarra no fato simples e incontestável de que ela não sabe falar. Não me refiro a erros gramaticais ou equívocos semânticos. Isso eu, você, o Lula – especialmente o Lula –, enfim, todos nós cometemos. Refiro-me à comunicação mais básica, simples e direta possível. Quando fala, dona Dilma parece uma mistura do E.T. do filme com um índio em recente contato com a civilização, após abusar do cachimbo da paz.
Se o indivíduo não apresenta nenhuma deficiência fonoaudiológica e, ainda assim, é incapaz de comunicar-se da forma mais elementar possível, resta claro que sua deficiência é mental. Os deficientes mentais devem ser tratados com amor e respeito, mas isso não significa que devemos ceder-lhes cargos por pura compaixão. “Oh, pobrezinha, não sabe comunicar-se... Vamos fazê-la presidente da República, para compensar seu sofrimento mental.” Não!
De burro, ingênuo, cúmplice, quadrilheiro em potencial e sociopata todo esquerdista tem um pouco. Já a deficiência mental meramente neurológica não é tão recorrente. Bem é verdade que a longa e continuada exposição às inversões psicóticas do esquerdismo podem, sim, prejudicar a saúde mental. Contudo, Dilma Rousseff, infelizmente, está em outra categoria. Ela não é apenas o resultado da psicopatia esquerdista, como o são os pretensos heróis José Dirceu e José Genoíno, por exemplo, ou como o é Lula, que se vangloria de ser analfabeto e se compara a Jesus Cristo. Como petista, Dilma abunda em defeitos éticos e morais, mas seu principal problema é cognitivo – e aí não há retórica que defenda.
Sinto até alguma pena de Rousseff. Só não me dôo em comiseração por que ela é descarada o suficiente para achar que pode liderar qualquer coisa. A estupidez pode ser inata, mas abusar dela é uma opção – e Dilma não respeita suas limitações. Mesmo após falir uma lojinha de R$ 1,99 (no auge desses empreendimentos), aceitou candidatar-se ao cargo máximo da nação. E agora se candidata à reeleição.
Da minha parte, rogo por urgentes medidas sanitárias. Que nossos impostos sirvam para amparar os hipossuficientes e incapazes, como Dilma Rousseff. Falo sério, de coração na mão. Que deficientes mentais sejam tratados devidamente, mas sem exageros, fora do gabinete da presidência da república.
Por fim, aos eleitores de Dilma, só me resta perguntar:
QUAL É O PROBLEMA DE VOCÊS?
OK, em 2010 vocês votaram nela sem saber muito bem o que estavam fazendo, ou mesmo por indicação de Lula, que é eficiente em fazer de conta que serve para alguma coisa.
Mas, agora, em 2014, vocês seguirão votando nela? Depois de passarem quatro anos ouvindo essa triste figura parindo uma bigorna a cada vez que tenta formar uma frase? Depois de tanto tempo de exposição a esse teatro do absurdo, que mistura populismo, demagogia, psicodelia e dislexia free style?
O Lula era um gerador permanente de equívocos administrativos e políticos, mas é dono de um carisma e de uma lábia que me fazem admitir que alguém se deixe enganar. Já a Dilma, pô, a Dilma não termina uma frase sem me fazer ter vontade de chorar – de pena (dela e do Brasil) e de desespero.
Poderia argumentar muito mais, mas, parafraseando Paulo Francis, a melhor propaganda anti-Dilma é deixar a Dilma falar (lista feita pelo site Spotniks – lá tem muito mais):

“Eu estou muito feliz de estar aqui em Bauru. O prefeito me disse que eu sou, entre os presidentes, nos últimos tempos, uma das presidentes, ou presidentes, que esteve aqui em Bauru.”

“Eu ontem disse pro presidente Obama que era claro que ele sabia que depois que a pasta de dente sai do dentifrício ela dificilmente volta pra dentro do dentifrício. Então que a gente tinha de levar isso em conta. E ele me disse, me respondeu que ele faria todo esforço político para que essa pasta de dente pelo menos não ficasse solta por aí e voltasse uma parte pra dentro do dentifrício.”

“Eu quero, então, voltar aonde eu comecei. Eu vou falar agora que aqui tem 37 municípios. Eu vou ler os nomes dos municípios, porque eu acho importante que cada um de vocês possam (sic) se identificar aqui dentro e, por isso… Eu ia ler os nomes, não vou mais. Por que não vou mais? Eu não estou achando os nomes. Logo, não posso lê-los.”

“Eu vi. Você veja… Eu já vi, parei de ver. Voltei a ver e acho que o Neymar e o Ganso têm essa capacidade de fazer a gente olhar.”

“Na Ucrânia pagam 13 dólares o… o milhão de BTU. Mas.. 4 pra 13 dá sete.. pagam… quanto é que paga? Depois do furacão.. (uma alma caridosa grita: nove). Aliás 4 pra 13 dá 9.. eu tô pensando no furacão Ka.. o furacão não.. em Fugujima (sic)… Como é que chama.. no Japão.. O tsunami…”


quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Tiros, opressões e minorias


Na última sexta-feira aconteceu um grande tiroteio a poucos metros da minha casa. Preocupou-me a possibilidade de ser atingido por uma bala perdida. Minha viúva ficaria absolutamente desamparada, porque não conto com representação alguma na sociedade civil. Não gozo de privilégios, pois minha minoria, a dos homens-brancos-católicos-heterossexuais-estudiosos-trabalhadores é a mais desorganizada e desmobilizada de que se tem notícia; por conseguinte, é a mais menosprezada e avacalhada. Mas eu bem mereço (ao menos é o que depreendo das manifestações das organizações representantes das supostas minorias e que se pretendem opostas à minha minoria). Vejamos.

  1. Trato minha noiva como uma princesa, minha mãe como uma rainha e as demais mulheres como os seres especiais que são. Contudo, nasci homem e, portanto, sou naturalmente um opressor, digno de pouco mais do que a morte.
  2. Sou totalmente contra o conceito de divisão de raças. Entendo que há apenas uma raça, a humana. Todavia, com minha branquidão medonha, já saí do ventre materno oprimindo, escravizando à distância (no tempo e no espaço) e com uma enorme dívida histórica.
  3. Se ser branco me garante a herança maldita de pagar por algo terrível, mas que não cometi (a saber, a escravidão, que, em verdade, foi perpetrada por brancos, negros, amarelos, pardos, vermelhos etc. entre si e contra brancos, negros, amarelos, pardos, vermelhos etc.), por outro lado, ser católico não me garante a herança bendita de ser da religião que organizou e sistematizou o que ora se conhece por caridade, hospital, universidade, método científico etc. A cada sinal da cruz, oprimo muito mais do que os “militantes” do Estado Islâmico o fazem a cada degola.
  4. Respeitar as opções sexuais de cada um, por entender que se trata de matéria de foro íntimo, não me exime da culpa de fazer parte desta sociedade homofóbica. Não basta respeitar, é necessário aplaudir, divulgar e praticar o homossexualismo. Pelo que tenho visto, é impossível ser heterossexual sem ser homofóbico – “O quê!? Você não tem desejo de dar o bumbum? HOMOFÓBICO!”. Dia desses, um hétero-barbeiro atravessou uma preferencial e bateu no homo-carro de um gay – HOMOFOBIA! Noutro dia, um gay que só estudara até o ensino médio perdeu sua homo-vaga de CEO em uma multinacional para um hétero-doutor em gestão – HOMOFOBIA!! A cada ano, dezenas de gays são vitimadas por hétero-doenças, como o câncer – HOMOFOBIA!!!
  5. Porque vou à universidade para estudar e, ABSURDO!, estudo também por conta própria, sou um terrível opressor da gente linda e do bem que compõe o movimento estudantil – pessoas que, dos ambientes escolares, conhecem apenas a sala de matrícula, o bar e os matagais (onde, a despeito de haver fumaça, não há fogo).
  6. Por fim, no labor, oprimo em duas frentes. Como trabalhador assalariado, oprimo sindicalistas e todo o corpo do grevismo, digo, do funcionalismo público, pouco afeitos à labuta. Como autônomo, empreendedor, oprimo todos aqueles que entendem que o Estado deve prover seu sustento e odeiam empreendedores – ignorando que são estes (os empreendedores) e aqueles (os trabalhadores cumpridores) que sustentam o Estado, os sindicalistas, os “estudantes” profissionais e toda a gama de privilégios de que dispõem os grupos de pressão, travestidos de defensores de supostas minorias.

Está claro agora porque eu deveria morrer no mais absoluto abandono? Se um projétil acidentalmente me atingisse, não irromperiam grandes passeatas, viaturas não seriam viradas, cidades não seriam destruídas e lojas não seriam saqueadas por um mundo melhor. Minha família choraria sozinha, sem ter uma ONG ou um “coletivo democrático e popular” para chamar de seu. Afinal, eu seria apensa mais um dentre os 60 mil brasileiros mortos pela bandidagem no ano. Não teria o mesmo glamour de morrer na condição de gay, por exemplo. Pois, bem sabemos, não importa se o gay foi morto por um seu companheiro destemperado, por aquela mesma bandidagem que não está nem aí para opção sexual ou por uma inexorável doença; quem acompanha o noticiário sabe que tudo isso aí é homofobia e merece grande comoção. Se um meliante me matasse, ele seria tão-somente uma pobre vítima do sistema cometendo erros de que não tem culpa. Se um meliante mata um gay, bom, aí ele é alçado à condição de homofóbico, machista, medieval, opressor do capital especulativo internacional e Torquemada da socialização das rabetas.
Ainda bem que nenhuma bala revolucionária me vitimou e eu posso seguir por aí, dos píncaros de meu isolamento, nesta minha minoria ignorada, a minoria do indivíduo, oprimindo as categorias desamparadas e vulneráveis, que contam apenas com leis especiais, com o apoio da mídia nacional e com repasses estatais milionários para suas utilíssimas causas (Afinal, que é a guerra civil em que vivemos ante piadas com gays e gritos racistas em estádios de futebol?).


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PS padrão para este tipo de texto: à incansável patrulha, é sempre importante esclarecer que não tenho absolutamente nada contra os indivíduos que compõem as [supostas] minorias citadas ou tangenciadas neste texto. Meu problema é com o ativismo oportunista, que caça vantagens em função de preferências que deveriam limitar-se à vida íntima das pessoas (no caso das “minorias sexuais” [sic], por exemplo) e de características físicas e naturais que não determinam nada per se (como a cor da pele ou o sexo do indivíduo). Para mim e para você que concorda que 1 + 1 = 2, oferecer vantagens competitivas a alguém em função de sua cor de pele é pressupor que quem possui essa cor de pele é menos capaz do que outros que possuem outras cores de pele. Para os militantes do outro mundo possível, em que desavenças se resolvem no paredão ou na Sibéria, as cotas raciais são o ápice da bondade humana, uma reparação histórica inegociável (como se não fossem negros os governantes africanos que capturavam seus conterrâneos e vendiam aos europeus e como se os brancos europeus não tivessem sido escravizados oito séculos antes por hordas islâmicas, repletas de negros do Norte da África).
Pressões grupais não são menos insensatas que disputas de torcidas de futebol organizadas, nas quais a "vitória" é de quem grita mais alto. É a guerra de todos contra todos, resultado direto da confusão social engendrada por doutrinas esquerdistas, que não enxergam seres humanos como seres humanos, mas como classes, gêneros, cores, religiões etc., que devem digladiar-se e levar adiante a dialética do ressentimento marxista. 
No fim, quem perde é sempre a principal minoria existente: o indivíduo (de qualquer cor, raça [sic], sexo, etnia etc.).